Várias Coisas Pra Fazer

14 Outubro 2011

Joana Machado: o único motivo!

Não sei explicar muito bem o por quê esse reality show "A Fazenda" não me pegou. Além de ser tosco, tem todo esse clima rural que não orna. Não me identifico. Sei lá. Sou urbana. Que graça tem ver um monte de gente cuidando de vaca, cavalo, bezerro e avestruz? Sabe... ainda misturam umas provas, que em nada empolgam.

Os participantes/celebridades B não têm espirito competitivo. Até "Casa dos Artistas" me apetecia mais. Sou fã de reality. Do "Big Brother", então, nem se fala. Adoro. Só teve algumas edições que não assisti. Vai do povo que está dentro da casa. Se cismo com algo, não assisto mais. Se me identifico apenas com um, assisto tudo.

A formula da "Fazenda" parece boa. Celebridades confinadas por dinheiro. Mas o que fode mesmo é essa temática rural. Sério. Desculpem os naturalista, aloka!, de plantão. Mas sei lá. Limpar chiqueiro? Tipo, se por exemplo, sou fã da Valesca Popozuda, é obvio que não vou querer ver minha ídola limpando bosta de porco, não é mesmo?

Aí está o problema. Um não, dois. Primeiro: fã tem a imagem do artista = glamour. Segundo: quem é fã da Valesca Popozuda, gente?! Ninguém! Pelo menos até antes dela entrar na casa. Muitos ficaram depois, pelas atitudes da moça, que não se mostrou apenas como uma “funkeira que rebola”. Não sei até que ponto uma mulher não pode ser só uma funkeira que rebola, mas ok.

Ver um artista se matando numa provinha mequetrefe só pra ganhar uma viagem a Buenos Aires com tudo pago... é muita pobreza! Tem o outro lado também. Ver o cara, que quiça já teve seus bons momentos de fama, vencendo uma prova de acerte o alvo e levando pra casa um Kia Sportage?

Tipo, oi? Eu aqui ralando e esse povo na TV, cheio da grana, ganhando carro de mão beijada!? Quedize: não importa o nível de celebridade: A B ou C. Quem está na TV sempre passa a impressão de que está bem de vida, feliz e realizado.

Taí um dos muitos motivos pelos quais Monique Evans não ganhou essa edição. Claro, primeiro ela competia com Joana Machado, que acabei me alongando no assunto e esqueci de dizer que esse texto na verdade nem é sobre a fazenda, e sim sobre essa mulher que desde a hora que liguei a TV e tive o azar de parar na Record, logo em seguida tive a sorte de ver a apresentação dela em HD!

Mas antes de tecer elogios merecidos pra essa linda, que agora além da Claudinha Leitte é a segunda mulher mais bonita que eu acho no mundo, vou às considerações sobre a derrota de Monique Evans, que parecia ser a favorita nas redes sociais (adoro falar redes sociais!) para levar o prêmio de 2 milhões.


Monique, figura conhecidíssima da televisão brasileira, modelo, atriz, apresentadora. Posou para a Playboy, trabalhou com o Chacrinha (aliás, quantos anos ela tem? Dizem que 55... ainda dá um caldo!), Chico Anysio, já foi rainha de bateria, comandou o erótico Noite a fora, na Rede TV, enfim. Uma porção de coisas essa mulher já fez. Entre elas a cobertura do Gala Gay. Um dos eventos mais tradicionais no Rio de Janeiro.

A apresentadora sempre foi conhecida por ser gostosa (obviamente que quando não marcava 5.5 essa característica era mais predominante), simpática, descontraída e, com todo o respeito, sem vergonha, safada e por aí vai. Não à toa se deu tão bem apresentando um programa sobre sexo. Daí a convidam pra participar de um reality show e o público levou um susto: quem é essa mulher que vive chorando pelos cantos? Que sofre de depressão? Que faz um barraco se ficar sem retocar a raiz do cabelo se cortarem a água, quem é ela?

Porra, ela não é loira natural? Caralho! Cadê aquela apresentadora que ria de tudo, até da desgraça alheia? Que tirava sarro das travestis um pouco menos favorecidas de beleza? Cadê? Pois é! O mito se desfez. A então titia confessou sofrer de depressão e, mesmo aparecendo sempre muito bem vestida, cheia de jóias e acompanhada por lindos “bofes” ( hoje seriam boys magia), estava mesmo é numa pindaíba danada de grana.

O público se surpreendeu com as revelações de Monique. Mas surpresa mesmo foram as atitudes da outra loira. Aquela. Mais novinha, sabe? Que namorou o jogador Adriano... Foi assim, com essas descrições, que Joana Machado entrou à Fazenda. Ex-namorada de jogador de futebol. No caso, o Imperador. Não simpatizo muito com ele, ainda mais agora por ter perdido uma mulher como ela.

Joana entrou como “maria chuteira” (nada mal comparado ao “personalidade da mídia” que manchou o currículo em branco de Renata Bahara) e saiu como “guerreira”.
Dentro daquele ambiente, Joana era a menos favorecida. A não ser na beleza, claro! Que mulher é essa? Perfeita. Do fio de cabelo ao dedão do pé. Um sorriso lindo. Corpo, então, nem se fala. Era o único motivo, se é que já não deu pra perceber, que me fazia ver esse reality.

Lá dentro Joana mostrou que não tem medo de comentários machistas e de homens babacas, que a julgaram dizendo que sua moeda de troca é o que ela tem no meio das pernas. E se fosse? Ela tem o direito de fazer o que bem entender com o corpo, que, no caso, é dela! Esses 2 milhões que Joana ganhou foi um tapa na cara da sociedade, que chama de barraqueira mulher que enfrenta homens babacas com o dedo na cara.

E sim, ela pode até ser mesmo barraqueira, pode até ter sido interesseira, apesar de ter dito que nem sabia quem era Adriano quando o conheceu, enfim. Ela pode. Ela é linda, inteligente e, agora, ryca! Mas o mais importante: ela não é duas caras. Característica comum em nove de dez pessoas que, sem dúvida, fazem parte da sua vida social.

E não é que procurando um vídeo da Joana pra colocar aqui descobri que ela faz aniversário no mesmo dia que eu? Só podia ser escorpiana mesmo!

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