Várias Coisas Pra Fazer

10 Dezembro 2009

Pra não esquecer.:

Passou todo um filme hoje na minha cabeça. Fiquei meia hora parada, pensando. Sem conseguir dizer nada. Sem conseguir nem olhar pro lado. E aí, depois de alguns minutos, resolvi escrever.

Só assim, que consigo melhorar. Parei um pouco pra pensar na minha vida e nas pessoas que estão ao meu redor. Meus amigos. Como os conheci, e o quão importante é a amizade deles pra mim. Pensei até em escrever um pouco sobre cada um aqui, mas esqueceria alguém.

Não que eu tenha muitos, imagina... Tenho poucos, mas me valem. Valem mesmo. De você ficar um mês sem se ver, mas, quando se encontra, se entender pelo olhar. Amizades são assim.

Quando era mais nova, acreditava que amigos verdadeiros eram somente aqueles da escola. E que a gente ia cultivando a amizade ao longo dos anos, da vida, etc. Na época, me sentia uma frustrada. Explico.

Nunca fui de sair para festinhas, de ficar na rua à toa, de ir pra casa de fulana comer pipoca, ver filmes e ficar com meninos e meninas. Me sentia A isolada na adolescência. Não tinha vida social. Fora da escola, eu tinha que trabalhar.

“Ô, tadinha dela, tinha que trabalhar”. Pelo contrário. Isso me ajudou muito. Mas era horrível ver seus amigos saírem da escola e marcarem de se encontrar daqui a meia hora na rua pra jogar bola, andar de patins, o que for, e você ter que falar: não dá, tenho que trampar.

Essa era minha frase. E foi assim até os meus 17/18 anos praticamente. Depois, entrei na faculdade e as coisas mudaram. Bastante, eu diria. Fiz amizades verdadeiras. Uma delas tem um enorme peso na minha vida e no que sou hoje. Importante pra caralho. Costumo dizer que a melhor coisa de ter feito jornalismo foi encontrar o Will.

A gente briga, claro. Mas é pra sempre. E isso não se explica. Enfim, o fato é que ao longo desses meus nobres 23 anos, aprendi que não é porque você não faz parte de um grupo ou se você nem sempre pode estar nos mesmos lugares, que você terá mais ou menos amigos. Bons ou ruins.

Um lugar que nunca pensei que fosse encontrar amizade verdadeira, eu encontrei. Já passei por diversos empregos. Podem me chamar de tudo, menos de vagal. O fato é que a cada emprego que passei e saí, lá deixei alguém que até hoje posso chamar de amigo.

Isso tudo é só pra deixar registrado aqui, nesse humilde blog, que amigos a gente não exibe e, sim, compartilha.

E se um dia ouvir novamente que só “tenho amigos de bar”, isso vai entrar por um ouvido e sair pelo outro. Não vai me afetar. Nunca mais.
Porque, mesmo não sendo sociável, mesmo não tendo milhares de amigos no Orkut, mesmo não sendo A melhor, eu sei que minha amizade vale muito mais do que um copo de Skol numa sexta-feira gelada.

09 Dezembro 2009

Só Pra Constar.:

Espero realmente que o Mário Bortolotto saia dessa. Sério. Fiquei chateada pra caralho quando li a notícia no G1, sábado. Antes mesmo de clicar, só pela chamada, eu já sabia. “Dramaturgo é baleado em São Paulo”. Era ele.

Nem sei como explicar. É uma sensação estranha que senti. Não de proximidade, mas de “puts, e agora? Quem vai escrever tão bem e me dar um soco no estômago a cada parágrafo?”.
Foda.

03 Dezembro 2009

Fim dos Tempos.:

Nossa, que final de ano turbulento não é minha gente toda? 2012 está mesmo aí. Fica o medo. Não sei onde estava, mas só depois de uma semana fiquei sabendo da morte do ex-prefeito Celso Pitta. Fiquei chocada.

Não acompanhei a repercussão, nem vi as fotos do velório, nada. Maluf compareceu ao funeral? E a dona Pitta, aquela que na época do escândalo apareceu com a bandeira do Brasil? Nicea, o nome dela. Foi? Deu algum depoimento? Ai gente, desculpa, mas que morte mais sem graça. A culpa não foi minha de estar alienada e sim dele de morrer em pleno feriado.

Agora, o que me deu um baque, uma dor no coração, foi mesmo a morte do Lombardi. Essa sim, acompanhei tudo. Sílvio Santos praticamente uma Mônica Bergamo, super workaholic, não deixou de trabalhar nem na morte de um dos seus principais companheiros. É o capitalismo selvagem, como diria a Nayla.

Lombardi marcou a minha infância. Não que eu assista ao SBT. Quase nunca vejo os programas desse canal. Foi a época, quando minha avó era viva, tinha que assistir a to-dos sorteios da Telesena, era um tormento. A não ser pelo Lombardi, quando ele “aparecia” falando os números das bolinhas já dava pra saber que o programa estava acabando.

Lombardi era praticamente da família. Minha avó dizia: ele fala muito rápido! Anotou os números, Diana? Anota porque o Lombardi só vai falar de novo daqui a uma hora. Minha avó adorava o Lombardi, viu. Chegava a falar que ele ganhava só pra puxar o saco do Sílvio.

Enfim, antes mesmo de Lombardi ser um dos mais citados no Twitter, Leila Lopes resolveu nos deixar. Não que ela vá fazer muita diferença na minha vida, aliás, nenhuma. Nem chega aos pés do Lombardi. Mas, vale comentar aqui, pelo fato de ela ter se matado. Triste, né? Feliz foi nosso amigo Lombardi que morreu dormindo, na santa paz do senhor. Amém.

Deixando os óbitos de lado, voltemos ao final dos tempos. Mallu Magalhães lançando o segundo CD, e sendo classificado como ótimo pelo Thiago Ney. Muito me admira o Marcus Preto não ter feito a crítica. Me admira ainda mais a Folha não adotar o esquema do Globo de ter a critica “boa” e a “ruim”. Fica só uma opinião. Maior chatice.

E a notícia de que João Gordo deixou a MTV e fechou com a Record? Gente, agora é que a porca torce o rabo. Como assim? Se antes era trair o movimento, agora é praticamente como se o Junior Lima (irmão da Sandy) assumisse a homossexualidade, ou seja, inacreditável.

Por falar em emissoras, a Globo ter liberado nosso querido rei Roberto Carlos em uma entrevista para a Band, também é incrédulo. Tudo bem que foram apenas 3 minutos, mas mesmo assim.

Ah, e sorteio de amigo secreto online também. Foi bastante sem graça. O que salva é os recadinhos. Mas, como bem disse o Marcelo, e a emoção de abrir o papelzinho? Nem teve. Super chegou um email: “descubra quem é seu amigo secreto”. Cliquei. Descobri. Assim, simples. Sem frio na barriga.

Fica a dúvida, já que agora é tudo virtual, se vão dar os presentes virtualmente também. Will aposta que sim. Que vai receber milhares de PDF dos livros que pediu. Os DVDs em arquivos .RMVB e por aí vai.

No mais, vou ficando por aqui. Mesmo com o fim se aproximando, ainda preciso fazer minha lista de presentes, pensar no futuro, no Natal, no Ano Novo, nas férias e no meu final de semana!

30 Novembro 2009

Vale?

Colocar de novo a música da Pitty aqui? "Água Contida"... Não? Porra, então tenho que dar um jeito na minha vida pra que ela deixe de ser a minha música tema.

Aprende Diana, aprende filha da puta!
"E é só pra te devolver
lembre que é caro me esquecer
barato pra você..."
Esse trecho nunca fez tanto sentido. É Fresno isso. Pois é, se arrependimento matasse...

28 Novembro 2009

Sabadão.:

Acho que foi nesse show que fui com o Will... Foi massa! Fernanda D'umbra destrói!

Mas o que me fode nessa porra de vida
é que eu não tenho dinheiro...

24 Novembro 2009

Só Pra Constar.:

Nem eu agüento mais ler sobre a universitária da saia, a Geisy. Mas vou comentar o fato agora, aliás, só agora, porque não gosto de ser factual. Enfim, o lance é que a mídia bem tripudiou a Uniban.

É obvio que a reitoria da Universidade errou em expulsar a garota. Errou feio. Mas não precisava tanto estardalhaço. Coitados dos alunos de outros campos, que não tem nada a ver com a confusão, devem estar com vergonha de falar que estudam lá. Devem não, estão.

Além de toda moral, feminismo e a falta de uma educação decente no nosso país, a história da Geisy me fez pensar em outras coisas. Como, por exemplo, o elitismo estudantil.

Quem estuda na USP, PUC, Mackenzie e afins, tem sim um fator a mais em seu currículo, um privilégio nas seleções de entrevistas, todo um “caminho mais fácil”, digamos assim, e que é totalmente compreensível. Afinal, tais faculdades figuram entre as melhores.

O problema está quando isso se torna motivo de se achar “ melhor” ou “pior”. Canso de ver neguinho que estuda em faculdade pública ou nessas particulares avacalharem os “Unis” da vida. É desrespeitoso isso. Sério. Baixo até.

E não estou dizendo isso só porque estudei numa Uni. Talvez, se tivesse estudado em alguma outra faculdade ou até mesmo na USP, super iria me achar, mais do que já me acho, a “super foda”. Até aí, tudo bem. Tenho direito. Estudei, suei e passei. Mérito pra mim.

Vendo o que aconteceu com a Geisy, na Uniban, não me surpreenderia se isso tivesse acontecido na Uninove. Assim como também poderia acontecer na FGV ou em qualquer outra faculdade. O problema não é a instituição, o problema, desculpe, “somos nozes”.

Essa sociedade de merda, machista e preconceituosa da qual eu faço parte e contribuo para que seja assim. No fundo, todos temos culpa da atitude primata dos alunos da Uniban. Todos.

Dou minha coleção do Calvin, se uma garota já não viu outra na rua com uma saia curtíssima e disse: “Olha, que vaca, quer se aparecer. Se for estuprada, a culpa será dela mesmo”. Fala vai, se você já não ouviu alguém comentando: “Vai sair assim? Está parecendo uma puta”.

Nunca me esqueço do dia em que minha prima, que estudava na mesma faculdade que eu, chegou na hora do intervalo e falou: “Aquela sua amiga, que vem sempre de saia“. O que tem? – perguntei. E ela lançou: “Ela é abusada, né? Até quando chove ela vem de saia!“

Tipo, nem me gastei. Dei risada, e mudei de assunto. O que eu poderia falar? A saia é dela ou sua? Ou melhor, as pernas são dela ou sua? Quem ta mostrando é ela ou você? Foda. Puro recalque.

Mulher tem inveja, e homem tem a falta. A falta de noção. Nessa levada, é mais ou menos, infelizmente, por aí: Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos meus cachorros.

E olha que nem tenho cachorro muito menos pretendo ter. Que dizer, agora até penso na possibilidade...

23 Novembro 2009

Vem cá.:

Senta aqui, não tenha tanta pressa, senta aqui... Gente, o que você faz quando tem insônia no domingo e precisa dormir para acordar na segunda bonita e disposta para mais uma semana de trabalho? Também não sei.

Canta. Vem, senta aqui. Não fique assim tão tensa, senta aqui. Eu sei que você pensa, que ela me incomoda, mas pode ter certeza... que eu te quero. Eu sei que não é tão fácil, me amar assim. Nem dormir, vamos combinar? Deito na cama e minha cabeça fica fazendo o pião do Silvio Santos. Rodando... Rodando...

Tá, bebi um pouco. Juro. Hoje foi pouco mesmo. Esse blog está parecendo de algum integrante do AA. Ou será que já é? Fica a dúvida. Manja aquela papagaiada de “por hoje, não”? Então, essa semana vai ser assim. Por hoje não vou para o bar, não vou puxar uma cadeira, não vou pegar um copo nem bater um papo gostoso com alguém.

É verdade mesmo. To pique a Barbara Paz, só que mais bonita! Há! Ela fez laboratório comigo pra Viver Vida (!). Mas não pensem que é porque encho o caneco. Magina. Nem beber eu sei. Me sinto honrada por ser a dá água. O fato é que não estou comendo, Brasil. Não sei como ainda permaneço aqui, cantando pra vocês.

Com o tempo você vai sentir, que as suas dúvidas, irão sumindo aos poucos... Será melhor pra nós, será melhor pra nós. Vem, senta aqui. Bota comida na minha boca, e senta aqui. Sério. Três dias, desde que minha mãe resolveu viajar, que não sei o que é beans, rice e derivados. É triste. Anota aí a receita pra manter os... melhor nem falar aqui meu peso.

Café da manhã. É o que liga, hein. Me deixa em pé o dia todo. Surreal. Basta um pão na chapa, no grau, e um toddy mostro. Já era. Fechou. E, claro, uma Neosaldina pra completar o cardápio. Só nesse feriado foi uma cartela. Ela salva o dia.

E nada do meu sono. Deito e penso em voltar pra cá. É bom escrever, faz a hora passar. Passar pra que, me diga? Se amanhã vou trampar. Por falar em tomorrow, manja que nesse feriado não fiquei nenhuma cotinha em casa? Descansar? É luxo, hein! Meus livros, revistas, e gibis continuam os mesmos. Ou melhor, no mesmo lugar.

Não dá. Super queria adiantar a leitura. Mas o convívio social me chamou pra noite. Por falar em social, e meu saldo? Igual minha leitura. Em débito. Ainda pensei: orra, meu primo mó FDP, foi viajar com a periguete, vou ser obrigada a ficar em casa. Que nada, Gervarsio. O negocio foi mesmo na surdina.

Convívio so-ci-al? Ela jura, né. Aquela, eu mesma, que acredita na fama. Boa tarde. No máximo saí aqui pela quebrada mesmo, gente. Esse negócio de vários roles não é comigo não. Sou super antissocial. Tudo junto agora.

Mas, vem cá. Vem me dá um sorriso. Aproveita e traz meu sono. Maldito, viu. Some assim, sem mais nem menos. Vem me dá uma força, porque eu te amo... Odeio ter que dormir. Mas vou. Já fiz meu momento desabafa.com.

Fábio Jr. vai me desculpar, mas agora ele vai sair da minha cabeça. Vou nanar. Ou pelo menos mudar o reportório... Quem sabe Mônica?

Não. Muito agitadinha e estou numa pegada mais “chorando se foi, quem um dia só me fez chorar”. Tipo isso. Aliás, é isso então: volta, Fábio.

Senta aqui!